
Quebrando as ondas de vidro
altiva e orgulhosa,
segue a jovem jangada.
Balança as velas ao vento
regozijando cada rajada
como se pente fosse
para o cabelo de uma bela guria.
O balançar do mar,
paterno, protetor
rebola a jangada
que se abandona
no seu sacolejar.
Tornam-se um, jangada e mar
e já não disputam, não competem.
Pois ela entende, sabiamente
que só assim pode avançar.
Só assim vai além-mar.