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junho 09, 2014
Você gosta de poesia?
Centro da cidade.
Sempre tem um chato perguntando se vc gosta de poesia.
Mas vc sabe o que é poesia?
E sabe mesmo se gosta dela?
O que é poesia?
É a beleza da vida captada por olhos humanos e traduzida em palavras, de forma que você passe a entender a poesia de cada um, a visão de cada um.
Logo, todo mundo é capaz de poesia. Apenas uns comunicam e traduzem a poesia de maneiras mais acessíveis pra uns e outros.
junho 05, 2011
Da poesia imortal
Mesmo quando o tempo corre
a poesia ocorre.
Pois se ela não acontece
quem é que me socorre?
Se a poesia não ocorre
uma parte de mim morre
e o tempo roe roe roe
as cordas que sustentam
as pontes que levam à felicidade,
que me levam à paz.
Mesmo o tempo sendo este roedor voraz,
paraliso o ratinho
a fim de dispensá-lo a favor da letra,
que no papel também corre.
Porque mesmo quando o rato corre
e foge desesperado no horizonte,
mesmo quando o tempo corre
levando do poeta a vida,
nem assim a poesia morre.
a poesia ocorre.
Pois se ela não acontece
quem é que me socorre?
Se a poesia não ocorre
uma parte de mim morre
e o tempo roe roe roe
as cordas que sustentam
as pontes que levam à felicidade,
que me levam à paz.
Mesmo o tempo sendo este roedor voraz,
paraliso o ratinho
a fim de dispensá-lo a favor da letra,
que no papel também corre.
Porque mesmo quando o rato corre
e foge desesperado no horizonte,
mesmo quando o tempo corre
levando do poeta a vida,
nem assim a poesia morre.
maio 25, 2011
Estações
É no pinga-pinga da chuva
que traço as aquarelas da minha primavera.
Foi com o cinzento da névoa
que pintei tantas telas,
implorando por um raio de sol!
E é no frêmito escaldante
de um eterno veranico de maio
que hoje vivo contigo este amor impudico.
Vila Valqueire, 30 de março de 2010.
que traço as aquarelas da minha primavera.
Foi com o cinzento da névoa
que pintei tantas telas,
implorando por um raio de sol!
E é no frêmito escaldante
de um eterno veranico de maio
que hoje vivo contigo este amor impudico.
Vila Valqueire, 30 de março de 2010.
maio 07, 2011
querência

É nas palavras simples
e em versos sussurrados
que encontro serenidade
para meu coração cansado.
Já não posso mais com rimas
esdrúxulas, estruturadas!
Desejo a paz do cricrilar dos grilos
e de perpassar o campo de uma só passada!
Foto: flickr - xuxudrops
Marcadores:
mário quintana,
poesia
Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
abril 06, 2011
A verdade é que...
mesmo que nasça escrevendo,
cresça escrevendo,
se reproduza escrevendo,
nunca se desvenda
a totalidade do poeta.
A graça de sua doação
reside no mistério
de não ser total.
Será?
cresça escrevendo,
se reproduza escrevendo,
nunca se desvenda
a totalidade do poeta.
A graça de sua doação
reside no mistério
de não ser total.
Será?
![]() |
| Foto: Débora Gauziski - http://migre.me/4EYcc |
janeiro 15, 2011
Oriente ao Ocidente
![]() |
| Arte por Aline Molinari - http://migre.me/3FwiX |
Eia! Maestrina dos ventos mongóis,
rainha das monções!
Dona dos lufares de cores
âmbar, púrpura e encarnada
que sedimenta a ruína sede
da arte orquestrada!
Embuída das notas psicotrópicas,
nascedouro das pinceladas da sanidade,
ninho da aurora dos retratos da minha cidade,
que é vossa, que é nossa,
fossa cidade.
Aquela que governa, desvairadamente serena
as palmeiras, cantilenas dos trópicos.
Governa, lacera e macera
em teu ventre bojudo de amor
e sorrisos cheios de ardil
a fome e a dor lancinante sem nome
máquina de amar sem quê,
quando, nem onde
Pra sempre tu,
artista do meu Brasil!
maio 27, 2010
Post-it
Antes que se acabe o dia
me lembre de apenas uma coisa!
Mesmo que tudo se atribule,
não posso esquecer da poesia.
Pois sem a sua presença,
os dias perdem sua leveza de nuvem
e o tempo é rijo feito pedra.
Sem uma ou duas palavrinhas de amor
A Terra fica como que preenchida
de líquido viscoso e denso
e fica tão difícil de se abraçar!
março 30, 2010
Canvas
Brigas, jogos, sexo.
Cochilos, faxinas...
Caminhadas.
Noites esparramadas na rede.
Tudo isso é produto de tédio.
A poesia e a arte, essas não!
A poesia é o produto das sinapses que,
como guris serelepes, sorridentes e atentados,
correm e brincam na nossa cabeça.
A poesia é a moldura pro quadro da minha vida.
Cochilos, faxinas...
Caminhadas.
Noites esparramadas na rede.
Tudo isso é produto de tédio.
A poesia e a arte, essas não!
A poesia é o produto das sinapses que,
como guris serelepes, sorridentes e atentados,
correm e brincam na nossa cabeça.
A poesia é a moldura pro quadro da minha vida.
março 29, 2010
Questionamento
Não, eu não trouxe carregador pro celular.
Trago comigo carregador pra minha alma:
Poesias de Mário e Cecília.
Marcadores:
cecilia meireles,
mário quintana,
poesia
janeiro 27, 2010
Maniqueísmo
Ainda não sei
Se é benção ou maldição.
Tem gente que aclama, bate palma
diz ter inveja, queria ser igual.
Não vivo sem estar aqui,
sem isso aqui.
Sem me despejar toda
num ritual de exposição
e limpeza de coração.
Que seria de mim sem isso?
Nunca teria essa leveza.
Mas me diz se é benção ou maldição
escrever poesia ás quatro da manhã
encolhida, mas sem sentir frio
sentindo ela fluir feito um rio?
Porque rio não se pode impedir
Quem poderá a força da água parar?
Não vou me atrever.
Mas então, é benção ou maldição
viver sob um comando de um rio?
Se é benção ou maldição.
Tem gente que aclama, bate palma
diz ter inveja, queria ser igual.
Não vivo sem estar aqui,
sem isso aqui.
Sem me despejar toda
num ritual de exposição
e limpeza de coração.
Que seria de mim sem isso?
Nunca teria essa leveza.
Mas me diz se é benção ou maldição
escrever poesia ás quatro da manhã
encolhida, mas sem sentir frio
sentindo ela fluir feito um rio?
Porque rio não se pode impedir
Quem poderá a força da água parar?
Não vou me atrever.
Mas então, é benção ou maldição
viver sob um comando de um rio?
outubro 03, 2009
Pequeno grande mundo
Os membros permanecem anestesiados e a angústia
é crescente.
Os minutos passam com a rapidez de ano, são sobrepostos
veementemente.
Os andarilhos que buscam soluções caminham
penitentes.
Eu corro rua afora, posto que a necessidade de paz ainda é deveras
fremente.
Vou sair por aí, correr mais do que o mundo, pois de repente este se tornou grande demais pra mim...
é crescente.
Os minutos passam com a rapidez de ano, são sobrepostos
veementemente.
Os andarilhos que buscam soluções caminham
penitentes.
Eu corro rua afora, posto que a necessidade de paz ainda é deveras
fremente.
Vou sair por aí, correr mais do que o mundo, pois de repente este se tornou grande demais pra mim...
março 29, 2009
diálogo
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