maio 10, 2009
Canto
É aquele que escuta meu canto,
Esta nota abafada e gemida.
Porque a minha existência
É deveras diáfana e fugaz
Para tão somente ela
Definir quem eu sou.
Campo Novo do Parecis, MT, 05 de maio de 2009.
Escrito na capa da Antologia Poética da Cecília Meireles.
maio 09, 2009
Campo de Girassóis

Desencontrada de mim mesma
perambulo pela estrada,
veio vermelho e estreito
aberto no meio do campo esmeraldino.
Pula na minha frente o sol-menino
a tocar algo numa gaita,
uma esquecida toada
que nem ele nem eu sei.
Lá pelas tantas, se vira e me grita:
-Vem, xuxu!
E viram pra ele as cabeças dos girassóis,
buscando nele a Luz.
Campo Novo do Parecis,MT, 01 de maio de 2009.
abril 27, 2009
A primeira tocaia
Se você quiser entender a estória, leia os posts anteriores, clicando no tag "da assassina" no canto direito da tela.
Espero que seja proveitoso e, mesmo que não seja, deixe seu reflexo. Curiosidade mata! rsrs
São 18:00h.
Alice olha pro alto.
-Olá, Dalva!, ela diz, fixando o olhar na pequena estrela, no alto do céu de Abril.
Faz calor e Alice está ali faz horas, mas ela permanece de tocaia no endereço dado por Luciana.Não pode deixar escapar a oportunidade de ver o seu alvo chegando.
Este serviço estava todo zicado, já pra começo de conversa.
Primeiro, as dúvidas de Luciana. Depois, a ausência de foto do alvo. O computador da menina foi infectado por um vírus e em uma formatação mal feita, sem backup, perdera todas as fotos do namorado.
Com a descrição do cara na memória, Alice aguardava pacientemente.Segundo Luciana, ele tinha viajado à negócios há três dias e voltaria hoje cedo, mas nada do cara "alto, forte, olhos castanhos, cabelos curtos, escuros e com uma tatuagem no braço esquerdo" aparecer.
Telefone. Era Luciana. O cara só vem amanhã.
-Merda, perdi meu dia.
***
O tempo anda nublado e abafado. Salsicha sempre fica preguiçoso quando os dias estão assim e ele ronrona encima do sofá-cama.
Na janela do apartamento, com uma latinha de cerveja na mão e um cigarro na outra, Alice olha pro nada. Ou pro concreto, daria no mesmo.
-Que falta me faz o sol,ás vezes...Queria ir á praia.Amanhã, quem sabe. Né, Salsicha?
Acarinha o gato, que mia baixo, como se respondesse.*
A chave gira na porta.
-O papai chegou!
O gato se contorce no batente da janela.
Alice corre até a porta e pula no colo do visitante assim que ela se abre. Tasca-lha um beijo, seguido de vários outros.
-Ai,ai,ai!, ele reclama, curvando as costas. Unha, unha, unha!
-Fez outra tatuagem?
Ele tira a camisa e mostra um mapa vintage perfeito, com pequenas ilhas, encostas, um navio.
Alice fica estupefata. Teria ele feito isso em sua homenagem?
-Ah, tem tudo a ver comigo,né?, ele diz ao reconhecer o olhar de orgulho e posse dela.
Ele é professor de Geografia.
-É verdade, ela diz, um pouquinho contrariada.Mas não deixa de ter a ver comigo também.
Ela posiciona a bússola que tem gravada no pulso no meio das costas dele, sorrindo furtiva.
*N.A.: Gatos vira-latas são os melhores. Eles correspondem com mais frequência á estímulos externos.
Arrebatada, escrevi a continuação hoje no trabalho. Não pude me conter. Minha agenda do trabalho está toda rabiscada, mas eu estou realizada e completa.E é isso que importa. Eu, feliz e Alice, viva.
Pasmaceira
Atônitos no meio da rua
Passeia no meio da Carioca
Uma mulher nua
Peituda e nua.
Corre o ladrão
Com a pasta de uma moça
E eu só observo
Com o resto do ônibus.
Eu quero adivinhar
O que fez do homem ladrão.
Apenas um rapaz
Para o trânsito com a mão
Quando jaz estendido no chão
Um menino atropelado.
Vinha o carro da polícia na contra-mão.
Racha a cara do Brasil no meio
De tanta vergonha
Mas os homens continuam tesos, parados.
Pasmos.
Produto ainda daquela noite de insônia em março. Acho que fui muito boazinha, se for pra falar de vergonha, tanto mais poderia ser dito...
Só escrevo do que sei, do que vejo ou do que sinto.
Basicamente tudo aqui escrito aconteceu. Nem sempre assim, mas mais ou menos assim.
abril 22, 2009
Insônia
e o sono não vai chegar.
Eu só envelheço
Enquanto o relógio
fica a tiquetaquear.
E ainda assim
a vida passa
sem passar.
Ela acontece sem marcar.
E então, pra mim
só resta me culpar.
"Corta a Lua no meio, menina!
Com a espada de São Jorge!
Quem saber assim
O mundo para de girar."
23/03/09
abril 14, 2009
Intimidade
Um dia que fosse
Sem a inquietude de Carlos
Sem o mar de Cecília
Sem o real de Manuel
Sem o surreal de Clarice?
É tão inesperado e vazio
quanto viver sem o barulho
da minha caneta que,
teimosa, circula o mundo.
E um dia, sem avisar,
se cala.
Se cala.
Com medo, como eu,
se cala.
abril 10, 2009
Medo
Pular o muro
Ouvir música
Abrir a porta, a janela.
Dar esmola,gorjeta
Olhar no olho, sorrir.
Dar um abraço
Um pedaço de pão.
Apertar a mão
Dar as horas
Andar à noite
Andar de dia.
Carregar ouro
Prata, níquel
Papel, mochila
Maconha, dinheiro
Todo mundo tem medo
E mais nada.
23 de março de 2009, aquela noite longa.
E a paz, a paz que dá em escrever...
É como um banho frio no fim do dia, um gole de cerveja bem gelada no verão, um beijo íntimo no auge da carência.
abril 08, 2009
E eu descobri uma fórmula terrível...
Insônia + curiosidade + laptop = criações tecnológicas sem fim! =/
Desse jeito eu tenho quatro blogs, perfil do orkut, MSN e agora, por pura curiosidade, inventei o tal do Twitter...
Vamos ver se eu curto. Senão, vai ter o mesmo fim dos flogs e flickrs: esquecimento.
Não dá. adoro imagens bonitas, elas até aparecem na minha cabeça, mas não consigo reproduzí-las.
Meu lance é escrever, não adianta, não.
Embora eu reconheça que já pintei algumas coisas, gosto de desenhar...comprei umas telas, pincéis e tintas novas essa semana, eu admito.Pronto, falei.hahaha
Faltam as idéias agora. Estranhamente, penso em livros.Tava pensando na Mulher esqueleto do livro da Clarissa P. Estés.Já ouviram falar desse livro, Mulheres que correm com lobos? Muito bom, toda mocinha devia ler.;)
Só me irrita que ela diz que as mulheres precisam se curar, se encontrar, ela dá dicas, faz uns rodeios, mas não diz exatamente como. Aparentemente, esses processos de cura são diferentes pra cada mulher.
Acho que o meu é esse, escrever.Mas não custa tentar outros...
Enfim, meus xuxus! O link tá ali encima e aqui tb --> __@xuxudrops
Quem tiver essa bagacinha, pode add! Vou adorar! ;)
Ah, quanto às poesias, bem, as últimas estão em outro canto,não estão aqui comigo agora.Estão no diário de papel.Assim que der outra crise de insônia, eu ponho aqui! kkkkkk Não deve demorar muito...
P.S> Devia ter postado isso no xuxucommolho.blogspot.com, mas sei lá, deu uma preguiiiiça.
Beijos, xuxus! Valeu!
abril 07, 2009
O sino da catedral
assombram os pedestres
e em seu auxílio
vem o sino da catedral.
A apreensão que move o Rio
se acalma com aquele badalar
porém, perdidos estamos
e perdidos permanecemos
mesmo quando toca o sino da catedral.
março 31, 2009
Poema todo errado
Continuo fazendo fumaça azul.
Continua passando hora
e nada de passar o bonde do sono.
Em nada se pensa,
o pensamento é que me olha
consternado porque vê
que continuo fazendo tudo errado
que nem esse poema
de meio de madrugada
cheio de verso inacabado.
março 29, 2009
diálogo
março 25, 2009
Produtos da Insônia
Poxa, queria agradecer o carinho e atenção de várias pessoas...
Obrigada, aos queridos que me seguem, que lêem e comentam, eu curto muito! E é muito gostoso ler o que vcs escrevem! É uma maneira de participar de quem vcs são, do que sentem e fazem. É estranho esse negócio de amizade virtual, mas eu acho possível, sim.
Tem gente que namora online, não tem? Por que não poderia sentir carinho por essas pessoas que sempre me apóiam, dão uma palavra amiga, decifram as minhas poesias, se divertem com os contos, e eu com os seus contos, poesias, dilemas...
A linguagem nos une.
Ultimamente, a insônia tem me pego de jeito.
Fico feliz quando consigo dormir antes das duas, três da manhã.
Aparentemente, as palavras querem muito sair e dessa vez, ninguém decidiu tirar par ou ímpar. Elas estão eufóricas, apressadas, ansiosas, não me dão paz. =P
Nem no trabalho, fico quieta.
O resultado disso foram quase dez poesias em dois dias, ou mais...ainda tenho que contar. rsrs
Então, xuxus, preparem-se. Vai rolar uma enxurrada. hahaha
Sempre fico tão feliz quando rolam esses surtos criativos...tô ansiosa pra dividir com vcs!
Enfim, senti muita vontade de dizer isso:
Obrigada! Adoro vcs!
março 17, 2009
A jangada

Quebrando as ondas de vidro
altiva e orgulhosa,
segue a jovem jangada.
Balança as velas ao vento
regozijando cada rajada
como se pente fosse
para o cabelo de uma bela guria.
O balançar do mar,
paterno, protetor
rebola a jangada
que se abandona
no seu sacolejar.
Tornam-se um, jangada e mar
e já não disputam, não competem.
Pois ela entende, sabiamente
que só assim pode avançar.
Só assim vai além-mar.
A cor do céu

Já pensei uma tarde inteira
Já deixei de dormir
Já sonhei e acordei
Já dormi feito neném.
Já mandei cartão postal,
carta e presente de Natal
Beijo, SMS, cheiro, chamego, cafuné
Já assumi, fui muito mulher!
Até o que eu mais odeio
Pois é,eu já fiz DR.
Mas não adianta não dá pé!
Que eu já vi que sou step.
Tua fila parou e não anda
nem por decreto.
Mas eu insisto
Porque não dá pra negar
Não desiste de mim, não!
Que só de pensar em você
A cor do céu faz mudar.
P.S.: só porque, de novo, pensei em você o dia todo.É tudo culpa sua, tudo culpa sua...
março 14, 2009
Mural de idéias aleatórias
BÚSSOLAS
em busca de novo, inovador, novidade...
completa, enfim.
transição de clima
sair do intimismo
é foda. branco.total.
fevereiro 11, 2009
Auto-estrada

Na eterna busca de mim mesma
permaneço em plena jornada.
Mesmo procurando a esmo
Nunca esmoreço, nunca me canso.
Porque eu posso estar em você,
no vento e na relva
em toda gota de chuva miúda
que sucede a festa do raio.
Eu posso ser orvalho no galho
e a gente que anda apressada nas ruas.
Mas ainda sou pequena, menina e crua,
rusticamente tosca
como pedra detentora de luz fosca,
que ainda não rutila
mas há de brilhar.
Por isso, não me canso.
Ainda me busco.
E como alma criança que sou,
andando pelo caminho,
ainda me distraio, me divirto,
aprendo atalho e labirinto.
janeiro 07, 2009
novos jovens
Queremos tudo
e ao mesmo tempo
abraçar o mundo
com braços grandes, elásticos.
E nessa pressa de crescer
esquecemos o que isso significa
e somos a sombra do que poderíamos ser.
Buscamos ideais sem levantar
acordamos pequenos
mas dormimos grandes?
Queremos respostas
mas não perguntamos.
Criticamos,
mas não nos incomodamos,
fazemos pouco
esperando muito.
Queremos demais.
Desejamos de menos,
Pensamos que o prazer
está na imensidão
quando no fundo sabemos
que jaz em um pequeno ponto de perfeição.
dezembro 29, 2008
ensaio
e pouco a muito
gradualmente
montar as peças do mosaico
que forma tua espécie.
Quero as cenas, as músicas
as letras e sussurros
que arrepiam a tua nuca
e criam as conexões exatas
do teu cérebro.
Absorvendo tudo e assimilando
cada detalhe microscópico
será possível que venha a compreender
a complexidade do teu cosmos
que tanto intriga esse meu
ego escorpiano?
E sem nada dizer
Chegar o dia em que eu possa
apenas fazer um contato visual
um relance só de olhar
que possa me fazer entender
o que você quer de mim
e desse nosso momento, agora.
dezembro 28, 2008
Ônibus inspirador
Got no one to tell
I'm going home
But I don't care
Cuz I'm so much better
On my own.
Cuz I'm gonna spread my clothes
On the floor
And sing till
My lungs no longer exist
And when my body
Can resist no more
I'll be happilly in bed
And sound asleep
dreaming of better days than these
even thoug these are blessed days
For i am young and very much alive,
thank you.
Do u even care about it?
novembro 30, 2008
a volta pra mim

Tudo traz a saudade perene
Que eu tenho de mim mesma,
porque eu estou nos montes,
nas fendas, nos campos,
nos bichos, nas árvores
nos rios que correm, baixinho.
Nas cachoeiras que rasgam
meu ventre terreno e vermelho.
Nos sorrisos antigos e amigos.
Nas lembranças de infância
e de quando em quando
eu tenho que voltar pra mim.
Que saudade de mim!
novembro 26, 2008
Sem trava

cerveja cigarro mojito tequila
segura a onda menina!
cortina de fogo esconde desilusão
mas não cura fissura de coração.
beijo triplo
pega menina
perde a moral
esquece a chave
pula o muro
choca o mundo
assusta o vizinho
o único bálsamo é a música!
um beck pra voar
a noite toda fora
não há ressaca que água não cure.
mènage à trois
ainda tá pra nascer homem que ature!
novembro 24, 2008
Balé
novembro 23, 2008
Céu de granito

Nessa tarde de chuva e céu de granito
Só queria querer um perfume, um sorriso
Um abraço, um alguém
Que lançasse meu pensamento ao infinito.
Até este momento tudo esteve tão calmo.
Gotas de chuva e vento frio foram alento
Quando pra uns são sinal de tormento.
É a minha natureza, gostar de uma beleza
Com um toque de aspereza.
Mas e agora, como que eu faço?
Acabei de ver aqui dentro um grande espaço
E tanto lugar deu um certo embaraço...
novembro 22, 2008
Coisa de botequim
Eu só faço o que não quero
E o que eu desejo
Me falta coragem de buscar.
É como se soubesse o que fazer
mas algo me impedisse de andar.
Ontem à noite
Eu não reconheci as esmeraldas saltitantes
Que encontrei do outro lado do bar
Foi como sonho em pesadelo
E o pior foi reconhecer ainda a carícia do teu olhar
Comprovei o incomprovável
E quis muito apresentar mais resultados
Mas uma falsa moral mista com timidez
me impediu
O que era meu deixou de ser
Depois que pelo ócio eu abri mão.
E agora como clamar por um direito
Do qual eu mesma renunciei?
Se algum dia houver ocasião
Peço ao meu pobre coração
Chance de me redimir
Pra que possa haver perdão.
novembro 05, 2008
Poesia do aniversário

O mundo pode ser ainda tão mágico...
Numa esguelha de olhar
Cato um canto de sorriso
No pinga-pinga da goteira
Uma música ressona
Reverberam os pingos de chuva
assim que se soltam do manto azul do céu
Girassóis de plástico têm cheiro
Giram até emitirem luz.
A luz vai e volta
no vai-e-vem do pêlo do gato
deitado sob o sol de lamparina.
E eu, e eu!
Tão egoísta ,perdida em formas e luzes
à beira dos vinte e quatro
volto a ser menina.
P.S.: Vale a pena dormir com a camisa do Led. Mesmo que vc acorde totalmente nua.
Led
com a camisa do Led
porque to precisando
de inspiração pra sonhar.
Nada contra a realidade
mas sonhar traz
tanta permissividade
abre portas pra lugares
que não costumo entrar.
E to querendo coisa nova
direção ou coisa que valha
é foda andar sem parar
e chegar a nenhum lugar.
Toda situação tem seus defeitos
e nada na vida é perfeito
mas uma dama sabe a hora
de se retirar.
Uma garota esperta sabe a hora
de mudar.
novembro 03, 2008
Platéia

Quero aprender com os meus erros
Consumar os meus desejos
Viver a vida do meu jeito
Afinal, to no meu direito
E não preciso de platéia pra aplaudir.
Se eu pedir um conselho
É porque eu sou assim
Não quer dizer que eu não sei
à o que vim.
Eu já fiz muita besteira
Também já disse muita asneira
Mas se errei me corrigi
Portanto, nunca me arrependi.
Se deixo de fazer isso ou aquilo
Não é porque eu tenho receio
É porque hoje eu penso mais
Antes de agir.
E se há algum problema nisso
Eu até posso te ouvir
Mas não pense você
Que eu me furto ao direito de discordar.
outubro 24, 2008
Resiliência
outubro 22, 2008
Prece
Vers du pas perdu
Je va me promener
C'est soir
Car je ne peux pas t'attendre.
Je va sortir c'est soir
Car je suis fatigueé maintenant.
Je ne peux pas sonrier.
Je ne peux pas pleurer.
Je peux seulement marcher
Jusque mes pas sont perdu
Parce que tu ne va pas venir aujour'd'hui.
Jamais tu vendrerai, mon nouveau amour?
C'est le matin...
Je suis malade
et je ne peux pas te chercher.
Et je ne sais qui tu est
Mais je t'attendre
Je t'attendre alor
parce que mes pas sont perdu.
Eu vou caminhar essa noite
Porque eu não posso mais te esperar.
Eu vou sair esta noite
Porque estou cansada agora.
Eu não posso mais sorrir.
Eu não posso mais chorar.
Eu só posso andar
até que meus passos estejam perdidos
porque você não vem hoje.
Você nunca virá, meu novo amor?
É de manhã
Estou doente e não posso mais te procurar.
E eu não sei quem você é
mas eu te espero
eu te espero, então.
Porque meus passos estão perdidos.
P.S.: Se alguém falar francês, não me importo com correções. Se alguém falar português, idem. =P
outubro 17, 2008
Chanson des jeunes amourexes
C'est plus tard dans la nuit
On va rester ici
et regarder les etoiles.
Et quand tu est tombé amouréux
on va a chez moi
oú je va te serrer dans le bras,
baiser ta bouche rose
et laisser passer une nuit sans rêves.
É tarde da noite
Nós vamos permanecer aqui
e olhar as estrelas.
E quando você estiver apaixonado
a gente vai até a minha casa
onde eu vou te abraçar,
beijar sua boca rosa
e deixar passar uma noite sem sonhos.
No ouvido: Carla Brunni; KT Tunstall; Edith Piaf; Laura Pausini, Andrea Boccelli
setembro 16, 2008
Indicação [2]
Comecei com as últimas férias, que foram Fortaleza.
Afinal, a pessoa precisa de inspiração pra escrever,e não sei o que amo mais: escrever ou viajar.
Tá, escrever. hehehe
Mas acho que pra escrever, no meu caso, é preciso viajar. Nem que seja no mesmo lugar.
qual o seu Destino?
She's not in love
And leads you into existencial discussions
With the same casual look in her eyes
As she chooses pancakes.
And she knows what your dreams means
And how your family can be mean
Holds your hand like you're the last guy
on the face of the Earth.
She picks up boys in front of you
Just to say to you how they're not meaningful
And how you're the only one that matters to her.
And what do you have to say when you spend the night
And she holds on to you so tight you can't breath
And you're still thinking
“That's alright”
But she's no in love with you, boy.
Oh, no
She's not in love with you.
You're just another lousy laid
She had in these past few months.
She's not in love with you, boy.
She's not in love with you.
You're just a buddyfuck with privileges
Tomorrow will be just another day.
Oh,no.
setembro 11, 2008
Canoa Quebrada

Cheguei aqui pra me encontrar
Pela lua-estrela vou me guiar
E se algum dia meu amor me deixar
Ainda vou ter em Canoa
A vaga do mar.
Como um só,
Como um só!
Eu e a vaga do mar, meu bem
Como um só.
Na areia branca meu pé afundar
E das aflições meu coração vou acalmar
Quando o ultimo candeeiro se apagar
A estrelas de Canoa vão brilhar
E eu ainda vou er um beijo pra lembrar
E outro ao adormecer, perto do mar.
Como um só,
Como um só!
Eu e a vaga do mar, meu bem
Como um só.
Como um só,
Como um só!
Eu e a vaga do mar, meu bem
Como um só.
agosto 29, 2008
A Santa Suja
Beijar-lhe as mãos
Perfumadas de lótus e rosas
Ornada de ouro e velas
Espera o viajante chegar
Ajoelhado e a olhar pra ela
Como que pra uma estrela a desejar
Que mais próxima estivesse
“Santa, vinde meus olhos alumiar!”
Não ores com tanto afinco
Romeu, latim vais desperdiçar!
A santa é suja e despreza
Todo o teu suplicar!
Tem nas mãos a morte,
a miséria e o mendigar
Traz nas rosas a mentira
E o perfume enxofre vai virar!
agosto 24, 2008
Indicação
Abracem alguém hoje, por favor.
Amem sempre, por favor.
Sonhem em cada segundo, eu lhes peço.
http://retalhossemtempo.blogspot.com/
Meninos
Gosto das suas cinturas
Sejam elas como forem.
Minto, gosto das suas peles,
Sejam elas da cor que forem.
O que me importa é o cheiro,
Aquele cheiro de "te quero".
Gosto das suas mãos grandes
E dedos finos de pianista,
Quando não daquelas com nós nos dedos,
Nós que eu gosto de morder.
Nós que se formam pela mania de estalar.
As mãos estalam porque são nervosos, neuróticos
Controladores, possessivos, porque amam demais.
Alguns amam demais a si mesmos.
Ah, mas eu gosto quando sorriem!
Ah, quando sorriem...
Quando brincam feito moleques,
Quando correm desengonçados
E falam besteira, só por sorrir.
Eu amo os meninos quando sorriem.
E me apiedo quando choram,
E gozo quando sofrem,
Porque sou doente...
Porque prefiro vê-los assim,
Vulneráveis e cansados,
São mais fáceis de alcançar...
Ah, meninos...
agosto 21, 2008
O engarrafamento
Colocou o MP3 no ouvido e fechou os olhos.
O ônibus passou da Praça XI com sofreguidão. O trânsito estava absurdamente lento. Passado o prédio da Univercidade, melhorou e o ônibus seguia o fluxo. Na altura de Vila Isabel, parou tudo novamente. Os ônibus, carros e vans enfileiravam-se, tornando seus passageiros mais íntimos visualmente do que talvez gostariam.
Tocava Lulu Santos. Ele cantarolava dentro da sua cabeça, tranquilamente, até que virou o rosto e no ônibus ao lado, quase vazio, viu sentado uma loirinha magrinha e delicada, ajeitando fones de ouvido, deliciosamente apertadinha em um vestidinho de bolinhas cintado. Ela abria e fechava a boca, como que cantando pra si mesma.
Ouvindo na cabeça a sua música, distinguia na boca dela as mesmas palavras:
“ Eu gosto tanto de vocẽ
Que até prefiro esconder
Deixa assim ficar subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor intenção de acontecer.”
Quando a loirinha se virou, ele cantarolava a parte do “pode até parecer fraqueza”.Ela sorriu.
Ela sorriu!, ele pensou consigo mesmo, sentindo-se sortudo.
Ele sorriu e disse o “pois que seja fraqueza, então.”
Ela riu,
Ele puxou de um caderno e mostrou pra ela, escrito: “Temos várias coisas em comum!”
Ela fez uma cara de interrogação.
Ele virou a página.
“Estamos presos no mesmo engarrafamento.”
Ela fez que sim,
“ E gostamos da mesma música.”
Ela sorriu de novo.
“Podíamos ter mais uma coisa em comum.”
Ela fez uma carinha safada de questionamento, outra vez, sorrindo mais dessa vez.
“Podíamos ambos saber o número do seu telefone!”
Ela riu. Ele quase podia ouví-la gargalhar.
Com os dedinhos, ela mostrou cada número, enquanto ele anotava no caderno.
Ele mandou um SMS.
“Em casa, te ligo, e canto as músicas do Lulu no seu ouvido.”
=) , ela respondeu.
Rá, ele pensou.
agosto 18, 2008
A fama é um espelho de duas faces.
Mal chegou na Pça Tiradentes, arrancou o casaco. O inverno carioca é ameno demais, pensou.Imagino como deve estar Friburgo a essa hora.
Foi até o Largo da Carioca e encontrou uma amiga em uma loja de sucos.
Maryeva era puta e trabalhava na Atlântica pra um cara que tinha inúmeros sobrados na Lapa e alguns apartamentos também. Um deles, Maryeva dividia com uma colega, de quem Alice não gostava, sem saber o motivo. Seu santo só não batia com o dela.
Na dúvida, sempre confiava na sua intuição. Foi assim que se safou de muita roubada, então, era melhor não bulir com aquela lá.
Maryeva bebia um suco de morango, sua fruta favorita, enquanto contava do Arnaldo, o senhorio e patrão:
“O filho da puta pegou todo o meu faturamento de ontem, sem nem perguntar nada, porque eu atrasei o pagamento do aluguel, e ainda me disse – bebeu um gole do suco e resfolegou, indignada – que tava me fazendo um favor, por me cobrar tão barato...Bicha enrustida do caralho.” , disse ela baixinho, o que não evitou que um cara de meia idade e engravatado lançasse um olhar de desaprovação em direção a Maryeva, seguido de um olhar de análise ao seu corpo violão.
Alice reparou no coroa, o que chamou a atenção de Maryeva, que olhou pra trás e ao notar que o homem a olhava com desejo entubado com sanduíche seco, sorriu safada e maliciosa como uma vaga do mar.
O homem engoliu o sanduíche inteiro, como que envergonhado e com pressa, sentindo o peso de uma aliança no dedo anular e o olhar de questionamernto dos outros convivas da loja de sucos.
“Trouxa.”
Alice sorriu.
“Escuta, vou lá em Laranjeiras. Uma guria me ligou dizendo que ouviu falar de mim e quer me contratar.”
Maryeva ergueu uma sobrancelha entre um gole e outro. “Tá ficando famosa tu, heim?”, gargalhou de um jeito gostoso, mais gostoso do que ela própria.
“É, não sei se isso é tão bom.”, disse Alice, com um olhar preocupado e a voz baixa.
“Porra, garota. Melhor que passar bagulho, não?”
“Pode ser. Fica com a minha chave -Alice mudou de tom – e passa lá mais tarde. Eu preciso que você dê comida pro Salsicha.”
“Uhum, fica tranquila.”
Chegando à Rua Laranjeiras, Alice procurou o número dado pela garota que ligou.”Eu preciso que você resolva um problema pra mim, uma piranha qualquer, vagabunda mesmo.Quero que você se livre dela.”
“Eu só me dou ao trabalho se a criatura não presta mesmo, entendeu?”
“Sim.Te espero às três.”
A garota era bonita, se vestia como uma menina comum da zona sul, como que pronta pra ir à praia pra um passeio.Foi o que fizeram, deram um passeio pelas ruas do bairro.
Nesse interim, Luciana, como se chamava, explicou que tinha um namorado há dois anos, que era igual a todos os outros homens.Era dedicado, e talvez a amasse, mas dava suas escapadas. Mas a garota dessa vez parecia ter cativado o rapaz além do aceitável, pois ela estava se sentindo trocada.E estava sendo trocada.Ele já deixava de estar com ela pra estar com a outra,e isso durava meses.
Luciana precisava saber de quem se tratava, e a queria longe. Talvez uma boa surra resolveria a situação.
“Olha só, não sou dessas coisas. Não gosto de ver ninguém sofrendo. E me recuso a gastar mais de uma bala.”
Luciana se calou.
“Pensa bem. Não é isso que vocẽ quer.”
“Não!”, Luciana deu um salto, “É sim, quero me livrar dela. Não suporto a idéia de ele amar alguém mais do que eu.Isso é impossível, inaceitável, entende?”
Ela tem apenas 19 anos, pensou Alice.Mas tem dinheiro,E eu preciso comprar ração pra gato.
“Metade agora, metade depois que eu descobrir quem é a outra.Isso se vocẽ quiser continuar com isso.”
Alice perscrutou a menina, que devolveu um olhar gélido.
“Fechado.”
julho 16, 2008
Ás minhas irmãs
Neste leito que já foi teu.
Deste corpo não usufrui mais,
esse corpo que já foi teu.
Destas posses não se gaba mais,
perdido amor meu.
Posto que perdeu-se o coração
outrora por ti habitado.
Vaga perdido o amor
e o antes luminoso desejo,
agora embarcado em navios de trevas.
Recai sobre as mulheres da casa
a antiga praga.
Qual foi a ancestral
que nos condenou a tal funesto destino?
Abandonadas pelo amor,
que perdeu-se na demência
e calado foi pela ira e o ciúme desmedido!
julho 14, 2008
Fumaça azul
enquanto me pergunto
onde deixei a caneta.
As palavras querem sair
mas ainda estão escolhendo quem vai primeiro.
Tiram par ou ímpar na porta da cabeça.
E a fumaça azul sobe...
Inspiro-a,
expiro as partidas de vôlei que não jogo mais.
Inspiro lembranças
e expiro a dor do tornozelo torcido.
Foi-se o último portador da fumaça azul
que restava no maço.
Restaram lembranças inúmeras pra respirar.
Do ódio
É a minha melhor arma.
Fodam-se as facas lindas e brilhantes
Que eu adquiri a bom preço
E as minhas pistolas.
Eu me tornei uma psicótica,
uma ameaça á sociedade
por sua causa.
Mas eu não te culpo.
Nunca te culparia.
Nada é sua culpa, além do vazio.
O vazio é sua culpa.
A minha cegueira é sua culpa
A minha falta de tato é sua culpa.
Ah!
A minha Glock está na cabeceira
Esperando ser usada,
esperando por alguém
que não saiba o que dizer.
Frustração
Melhor levantar, ela pensou.
A cabeça doía de leve enquanto suspendia pesadamente o corpo. Era como se a levantassem com um guindaste, tamanha a preguiça.
Pra uma pessoa tão cheia de energia, se considerava muito preguiçosa pra acordar.
O cansaço matava, ou melhor, a lembrava de que estava viva. E considerando algumas circunstâncias, isso era bom. Já tinha passado muito perrengue nessa vida.
Porém, por mais que o corpo não obedecesse aos seus comandos, a mente, a sua memória implacável, lembrava que hoje era preciso levantar.Hoje tem trabalho, disse pra si mesma, em voz alta.Não importa o quanto você bebeu ontem, sua vadia.Hora de levantar.
No banheiro minúsculo de ladrilhos azuis, bochechou com água da torneira. Tomada pela ressaca, bebeu um gole da bica mesmo.
Depois do banho, voltava a ser um ser humano e lembrava que era do sexo feminino. Óleo pro corpo, creme pro rosto, maquiagem de olhos marcados e boca de gloss.
Fez um sanduíche, vestiu um pretinho báscio. Bolsa-carteira, botas e trench-coat de couro fake preto e se sentia mulher de novo.
(continuará)
junho 06, 2008
Tonight
To think of whatever's gone
Or for a nice night of sex.
Never knew life different than this
Maybe that's why I'm so limited
To the same random feelings.
I get scared when it hits me
When I know my steps feel smoother
And my head gets heavier
I get terrified
I'm paralysed.
You get me movin'
You make me wonder
You got me wishing
For the best, for the best.
Day by day
I see new cenes
More colorful and brighter pics
I've got a new way to pick
And I get myself thinking
"What the fuck!"
I don't care if tomorrow
Things will be different
I actually don't mind changing anymore.
I see it in a different aspect,
I see it in a better frame.
Because
You got me movin'
You make me wonder
You got me wishing
For the best, for the best
Tonight.
abril 14, 2008
Lições
Que eu vim a compreender
De algumas eu posso dispor
Nesse momento.
Nem todas são palavras de nobreza
e a maioria formam um compêndio
que obtive em momentos de vergonha
e total humilhação.
Mas a primeira e mais sábia
é que só o modesto e humilde
que se rebaixar mais
é capaz de aprender algo.
A segunda lição é o respeito.
Respeito ao tempo,
pois quem o desvaloriza
perde um grande aliado
para todas as batalhas
e é incapaz de verificar
o momento certo dos acontecimentos.
Há horas para a ira,
para a fúria,
o desprezo,
o carinho,
o desespero,
o perdão.
A terceira, mas não menos importante
é que a vida não se guia pelo amor
e nunca se guiou.
A força motriz dos humanos
é o poder e sempre foi.
E ainda o será
enquanto eu, você e todos nós
existirmos na face deste planeta...
abril 12, 2008
My love, my soldier
As brave as one can be.
He was noble and kind,
dedicated to his work
and focused on good.
Whatever a girl could ask
from a man,
that man had to offer.
My love was exclusive,
and as blind as it can be.
My love was my hero,
and our story as romantic as it could be.
Our mornings seemed to be from novels,
And our nights from dirty magazines.
Every morning he returned to the field,
fighting for ideals as unbeatable as our love.
He fought so hard, carried on by my love,
that he became a general.
My love was a great general,
full of power and wisdom.
But at once power overcame wisdom
And love was outshaded by despite.
No need to tell my desapointment,
and the fall of Our empire.
I fled in fear
As he destroyed paths to me and others,
sacked villages and murdered children, all at once.
And now that he's back to being just a just soldier
I can't forget the general and its path of blood.
fevereiro 26, 2008
Pão de Açúcar

Procuro em toda parte
Reminiscências de mim mesma.
Em todas as pessoas do mundo
Há um pouco da minha vó,
Da minha mãe,
Da minha tia,
Do meu pai,
Do meu avô,
Do meu irmão,
Dos meus filhos que estão por vir.
E pouco a pouco
O mosaico que me forma,
Valorizando o que tem brilho
E também o que é opaco
Pra eu ser completa, enfim.
25/02/08.
janeiro 06, 2008
Acabou
mas não as palavras.
Acabam os dias
mas não terminam as preocupações.
Acabam as noites
mas não acabam os sonhos.
Acaba a bebida
mas não se vão os amigos,
não os verdadeiros.
Acabam os encontros
mas não se exterminam os beijos.
Acaba a presença
mas não se vão os carinhos.
Acabam as velas
mas não se termina a reza.
Acabam as rezas
mas não se esvai a fé.
Acabam os sorrisos
e recrudesce a paixão.
Acaba o fim
e vem o recomeço.
janeiro 04, 2008
Esperança
estranhamente velho,
que estranha
todos estes novos costumes.
Sou alguém perdido
destes desejos mundanos
que as pessoas carregam.
Alguém que procura
os sentimentos verdadeiros
de outrora.
Enquanto o resto
leva consigo a ira,
o orgulho e a dor,
eu espero a vida,a caridade
e o Amor.
novembro 11, 2007
A Tréplica
Me vejo em direito de resposta
Já que esta é uma situação nefasta
Á qual não vejo outra solução
Senão me manifestar de antemão.
Os sentimentos que reproduzo no papel
E reflito no Espelho
São reflexões acronológicas,
Sem método de organização
Mas não sem destino.
Toda palavra tem emissor
E todo sentimento tem receptor
Mesmo sem querer recebê-lo.
Escrevo para e sobre meus amores
Que apesar da fidelidade
Foram de boa numerosidade.
É raro escrever sobr um ex-amor
Ainda mais quando este é alvo de rancor
E o emissor é um coração que não vive
Sem estar apaixonado.
O que tenho escrito
Tem sido por ti mal-interpretado.
Nosso namoro está morto e enterrado
E isso está mais do que ratificado.
Por isso não se exaspere
Desenhando a minha rua
E me pondo a alma nua.
Morreria de vergonha de mim
E de pena de ti,
Porque vi teu coração
Na estrada pela qual passei
E mesmo sem querer, pisei
Porque não sabia mais como mostrar
Que não quero mais voltar.
Mas saiba que se doeu em ti
Doeu ainda mais em mim
Porque te amei, nunca menti
E jurei nunca desfazer do amor.
Porém nunca pensei que estaria aqui,
Impassível e rancorosa
Machucada e temerosa
Diante da súplica do amor.
11/11/07
Poesia tem que ser interativa com o público.Poesia faz sentir.Pois que seja.Pois que o faça.
novembro 03, 2007
Mea culpa
Queria te lamber todo
Até eriçar todos os teus pêlos,
Até você sucumbir aos meus apelos.
Mea culpa,
Eu pequei?
Assumo meu desejo
E permaneço no ensejo
De possuir você.
Nem me reconheço
Quando estou do teu lado.
Assumo algo em mim
Há tanto abandonado,
Algo que eu julgava esquecido.
Mea culpa,
São mentiras!
Me fiz de inocente,
Pra te ganhar mais facilmente...
Te levei a esse engodo,
Mas que abençoado jogo!
Te sorriso não me engana,
Você também queria estar aqui.
outubro 07, 2007
Bianca
não quero que esqueça
que na minha cabeça
existem tantas imagens
mas minha mente, insistente
percorre só tuas paragens
fica punhetando o mesmo assunto
ah, queria você aqui junto!
tenho medo da convivência
mas sentimento não é aparência.
te imploro hoje, não olvide
não ignore nunca quem eu sou
quem eu fui e sempre vou querer ser
alguém que te ama, pra valer!
sem motivo.sem por quê.
Ao sangue do meu sangue, a quem dividiu sempre comigo quase as mesmas lágrimas, e sempre o mesmo sorriso.
setembro 23, 2007
Adormecida
enquanto seguro a tua mão,
tão diminuta e minha
nesse momento em que sinto
o sangue correndo
por dentros dos teus dedos
alvos e pequenos.
Esqueço qualquer tormento
e desejo o desvanecimento
de qualquer preocupação tua,
enquanto pulsa,
na tua carne,
a dor do amor renegado
que vem do teu velho nobre coração.
A casa rosa
do bairro das flores
tem uma casa rosa
Aonde não há amor.
As pessoas lá dentro
estão sempre muito cansadas
para se dar as mãos,
para trocar beijos e carinhos
e palavras doces.
Há, sim, troca de críticas,
olhares hostis,
cumprimentos obrigacionais
e ouvem-se risadas ocasionais.
E cada um, no seu aposento
Chora solitário,
sem alento.
Embora não falte nada,
nem roupa, nem comida
nem etiqueta, nem abrigo
há sempre sorriso fingido
e dedo cutucando ferida.
setembro 10, 2007
Rotina
O que me dizem por aí.
Se eu fosse tudo o que se diz
Jesus, o que seria de mim?
Meus versos, melancólicos.
O sorriso, vago.
O olhar, disperso.
O semblante, triste.
Ainda vem um,
dedo em riste!
Ofendido com a falta
das costumeiras gargalhadas.
Antigas gargalhadas.
Hoje, substituídas pela casmurrice
De ter um coração sem uso.
setembro 09, 2007
eu tenho vontade
de te dizer tanto!
Queria te encharcar
com as minhas palavras.
Meus olhos parecem
não suprir a lacuna
que existe entre o coração
e a minha boca.
Beijos quase alcançam
meu objetivo
mas são por demasia
físicos,
não condizem com o sentimento.
Se nada eu disser
ninguém nunca vai saber
da beleza do teu gozo
do cheiro da tua pele
da textura das tuas mãos
quando me tocam
da pressão delas...
E você nunca vai saber
Como adoro todos estes
pequenos fragmentos de você.
Universitária
Tem um não-sei-o-quê
Importunando a minha já viajante mente.
É uma vontade,
um desejo,
uma ânsia,
uma insistência impertinente
De querer quem eu não posso ter.
Parcimônia
Pra você não reclamar
Quando o angu desandar.
Não sei ser paciente.
Não sei esperar.
Me ame ou me odeie,
Faça hoje, faça agora.
Porque, meu bem
Não sou calma.
Entre seguir adiante
E esperar você chegar,
Prefiro ver a fila andar.
E é por isso que eu vou embora
Porque você não me quer agora,
Pois é, isto já se fez notar...
Mas se eu te quiser a vero
De novo, eu não espero!
Sempre tenho o que eu quero
E não importa aonde,
Eu iria te buscar.
setembro 01, 2007
Para os que voam
Tão gauche quanto Drummond,
na minha opinião,
tentaram jogar a fôrma fora,
assim como se faz até hoje
com todos que nascem.
Acontece que não sei qual ser lá
decidiu reaproveitar a fôrminha
- aparentemente há uma política de reciclagem quanto às fôrmas hoje em dia -
E daí nasceu uma pessoa assim
Como posso dizer...?
Meio gauche, meio sã?
E jogaram as tais pessoas
no mesmo Planeta
ao mesmo Tempo.
E se encontraram.
E como golpe de sorte
o mundo não se implodiu.
Eis que, devido a esta razão
existe no mundo uma critaura,
um ser inacreditável e louco.
E tão louco que ele é
que consegue me compreender.
Que consegue absorver
todas as minhas nuanças
e sane de todos os relances
da minha entediante normalidade
e da minha desesperada insanidade.
E com amor e dedicação
que só a amizade dispõe,
que digo que nunca o perdoarei por isso.
Pela tua amizade
mas eu só queria agradecer.
Eu só queria te dizer
o que eu sinto por você.
Queria te dar ciência
do quanto eu aprecio
tudo em você,
dos teu abraços apertados
a tuas palavras sinceras
e ao mesmo tempo, tão pícaras.
Se você soubesse quanto alento
encontro no teu cínico sorriso
e na tua descrença do amor
talvez nunca mudarias.
Mas eu sei que vai mudar.
Eu sei que um dia vai amar alguém
e se dedicar e se entregar
como só você sabe fazer.
Mas também sei que se eu for recíproca,
tu nunca vais abandonar nossa amizade
mesmo que nos vejamos só no próximo século.
Canção de Carnaval
Escrevi teu nome
num dia de carnaval.
E esperei te encontrar
Quando voltasse pro festival.
Te conquistei
com apenas um beijo,
um carinho e um cafuné.
Mas eu não sei o que esse povo quer,
que vê tanto defeito em nós dois.
Venci de tudo pra ficar com você.
Meu medo, seu choro,
sua família dizendo "não pode ser".
Fingi ignorar pedaçõs da vida
só pra sonhar com aquela que eu queria.
Meus versos são fracos agora
porque vivo a poesia de uma existência inteira
ao teu lado.
Samuel
Até perceber tua doçura.
Sempre te julguei,
E quem sou eu?
Só alguém que preza tua amizade.
Só algúem que sente a tua falta.
Só alguém que odeia Maceió
Tanto quanto você.
Só alguém que teme pela tua vida
E se arrepende de não ter te dado mais abraços
E agora quer se redimir.
agosto 25, 2007
Nunca deixei de escrever porque nunca deixei de sentir nada, embora existam correntes contrárias de pensamento.
Mas é que tudo virou uma repetição da rotina, uma repetição da repetição, do mesmo desespero, da mesma frustração, do mesmo grito que não sabia sair da garganta!
Hoje eu grito todo o meu desespero,minhas canções não são cantadas, são gritadas enquanto pulo sozinha!
Mas isso não quer dizer que me sinto mais viva agora...
Não.Poesia é vida e embora a produção não tenha parado a eficiência diminuiu.
Está cada dia mais difícil me extrair de mim mesma.
Juro que vou tentar com mais afinco daqui pra diante.
Teu olhar
E põe um holofote sobre mim,
Teu olhar põe aos pulos
Meu coração triste e temeroso.
Me segue nos lugares que vou
E me encharca de fome
A fome que eu amo
A fome de letras e livros.
Porque teu conhecimento
Me deixa assoberbada!
Me encanta a tua voz
Quando pronuncia tantas coisas.
Tua ironia e teu sorriso,
Tão sarcástico e esperançoso
Me fazem pensar
E isso me ilumina.
Eu sou uma mulher melhor
E esqueço dos meus desejos
E lembro dos meus ideais
Quando estou na tua presença.
Me imaginar com alguém como você
Me faz sonhar,
Me faz ser romântica de novo.
Que pena que não sei dividir você.
Coração de pedra
Ouve a música que toca?
Está amainada na onda
Que quebrou tão longe.
E lá naquela pedra distante
Jaz meu coração,
Sofrido e mal-tratado,
Arrependido de amar.
Não precisa de refúgio.
Não quer ser resgatado.
É só um coração ao longe
Que pela decepção teve o amor mitigado.
_______Dos puntos__________
Um desejo eu setnia
De pegar você
Frágil e diminuto
E colocar dentro do meu coração.
Durante teus devaneios
De noite mal-dormida
Eu buscava a tua calmaria.
Teu olhar de maresia
Que nada me dizia
Muito me assustava
E eu tinha medo do teu eu.
Eu tinha medo dele por você.
Eu ansiava teu silêncio
Porque isso eu sabia entender.
Já estava tão acostumada
Que era fácil de lidar
Mas na tua alegria excessiva
Eu me perdia
E não sabia te encontrar.
Querendo ou não
Eu te amava
E não queria te deixar.
Confiava em mim mesma
Pra te buscar,
Fosse do céu,
Fosse do inferno.
E falhei.
Disso não sinto falta:
Da jornada que cruzei
Procurando por meu anjo.
Sinto falta do meu anjo
Que me amava e precisava
E o amo até este dia
Como eu sempre amarei
Sabendo que um dia
Eu o reencontrarei
Quando corpo não for mais corpo
E matéria for luz.
Arpoador
E isso me conforta.
Nos teus olhos
Talvez haja agora
Uma esperança a mais
E isso me alimenta.
Te vejo caminhando
À beira-mar com ela
Como você fez comigo
E me vejo onde comecei
Espectro sentado numa pedra
Observando a vida alheia
E isso me satisfaz.
Aqui está o meu destino
Como sempre foi e será:
Solidão e desatino
E grãos de areia em tempestade.
A dos salgada me completa,
E eu sorrio de porta aberta.
renascer
Ele diz
E eu hesito
Ansiosa
pelo amanhecer
De mim mesma
Outra vez
Alguém me ache
Alguém me socorra
"People are plastic".
A noite faz
Com suas nuvens
Uma aurora boreal
Avermelhada de tungstênio.
agosto 25, 2006
.:: Arauto de cansaço ::.
Eis que já gastei todas as palavras
de meu coração.
Tentei ater-me aos pedidos da alma,
Mas como sempre, tive medo.
Apavorei-me ao me imaginar
Percorrendo as cavernas escuras
E revelar os impropérios
Que habitam a alma miserável
De alguém que envelheceu precocemente.
Acreditei tanto que o Reino dos Céus
Pertencia aos pequeninos, meu Deus
Que me desespero toda vez
Que percebo a mulher que me tornei.
Velha, amargurada e temerosa.
Toda vez que tento dar um passo
Em direção ao amor, à felicidade,
À solidariedade e à caridade,
Penso e hesito
Quando deveria apenas agir
Com meu coração.
Este que está cansado
E decepcionado.
Este que já nasceu frustrado
Com a raça humana,
E agora não sabe mais confiar.
E deste aviso faço uma oração:
Velai pelos corações cansados, Senhor.
Demonstrai-nos o amor incondicional,
E não nos deixei falahr.
Permita-nos, sempre,
Amar e acolher,
Sem mesuras nem preconceitos.
RJ, 15/08/06
agosto 11, 2006
.:: luxúria ::.
Um luzir de estrela
Um laçarote
Um fetiche.
Pele, suor e cabelos
São um amálgama brilhante,
Que guiam no breu.
Guiam minhas mãos
Teus lábios e meus afagos.
Urgência que assola,
Palavras que não se completam,
Suspiros que dizem tanto,
E do começo ao fim
Meu corpo exala a luxúria
Que desperta a tua loucura.
agosto 03, 2006
It stops, it stops...my heart stops beating...
Da lama pulsante, vida soprada religiosa?
No caos e bagunça de um quarto de brinquedos
Se escondeu a dama furta-cor num redemoinho
De pensamentos e esconjuros.
Entranhou-se em selva de vime,
papéis e fogo.
Tantas matérias viu,
E tantas sensações fugazes sentiu,
Que se perdeu em uma aurora boreal
De acontecimentos e então...
Ah! E então!
Então tocou sua mão
Na mão de um ser ali
Parado ali
Quietinho ali.
Dedos que se unem
Sorrisos que se encontram
Estamos sós.
Eu,poesia e mais um.
Como pode ser tão perfeito
Sendo tão sociável, tão não-solitário?
Não entendo.
E continuo assim, sem entender.
Tentando encontrar a menina
Que se perdeu.
Ela me encontra em alguns momentos do dia.
Me leva a dama furta-cor
E seca eu fico,
Aguardando ansiosa e desesperada
Ser eu mesma de novo.
agosto 07, 2005
Avô
A terra dos antecedentes
E garante-nos a ceia.
Deu estudo e rigidez,
Mas conduziu tudo pelo amor.
Dez noites de amor
Garantiram dez crias em vosso lar.
Com braço forte na lavoura e na cinta
Palavras duras mas bem certas,
Contou-me histórias sem fim.
Contou dos tropeiros de Passo Fundo
E eu lavando louça
Tentando ouvir o bramir sereno
Que escapava da tua boca.
O apelido que tu me deste
Jamais esquecerei.
E juro,ainda muitas palavras
Pra ti escreverei.
Porque homem bravo tu foi e és,
E tua coragem há de infectar meus filhos.
Que Deus te acompanhe nos últimos trilhos.
julho 31, 2005
Noite de São João
Arauto de lu z.
Estoura em vermelho-sangue,
Conta do meu coração
Banido da terra do amor.
São João soprou
E o balão voou.
Carregou minha oração
Pra um dia meu amor voltar.
Um dia tive um bem.
Um moço belo e terno,
De mãos grandes e macias
Que bagunçaram meu corpo.
De ala mansa e lágrimas,
Que prenderam meu coração.
Meu bem foi-se embora
E de seu paradeiro não sei.
Lá se vai o balão
Com a minha prece
Pra rever meu bem.
23/07/05
julho 16, 2005
da mão amiga
Pois não creio que teu mundo novo
Te trará boa vivência.
E mesmo que traga,
Que dirá o arrependimento?
Porque não calarei
Aos nossos filhos
Tuas façanhas pelo mundo venenoso.
Tubos e tubos de alegria
E sortidas calmarias
E não divides com ninguém?
Apóia teu corpo em meus ombros
E diga: "Estou cansado."
Dar-te-ei água e um beijo
E companhia até escurecer.
Contarei histórias de outros como você
Heróis que morreram por uma causa sem nobreza
E que clamaram por um nome sem brasão.
Te acalmarei dos pesadelos
E segurarei sua mão.
Te levarei no médico
E te pedirei perdão.
Consolarei seus familiares
Com desculpas e pesares
E te amarei mais do que qualquer amigo
Pode amar .
Te direi o quanto valho
E não suportarei falhar.
Buscarei apoio na sabedoria,
Na fonta verdadeira dela,
Não nessa que você insiste em usar,
Falsa e inidônea,
Viciada de vontade.
E quando me odiares
Te amarei ainda mais
E morrerei sozinha,
Mas sapiente que não desisti,
E que cumpri a missão.
julho 06, 2005
da essência
Fugiu-me a alma.
Antes a tivesse vendido ao capeta.
Mas não!
Entreguei-a a ti.
Emprestei-a pra você.
E tu a moldou ao teu modo:
Feiosa,sacana,bêbada e drogada.
Devolveu-me,
E de tanto nojo,
Joguei-a fora!
E a minha essência,
Menina boba e desenganada,
Agora anda chorosa e obsessiva
Ao meu lado,
Noite e dia,
Dia e noite.
julho 02, 2005
da agonia
Veio da chantagem do amor.
Veio da perspectiva de nunca
Perder-me em você novamente, chacal.
Ergueu a guilhotina
E num grito:"Desce lenha!"
Decepou-me a razão.
Pois eis que não sai uma!
Nem uma linha inteligível sequer.
Conseguiste tornar-me perfeição.
Não tenho em mim um produto de razão.
Tudo o que era lóico e claro
Virou uma emoção una e ávida.
Por tua causa,
Perdi-me num continete sem palavras
Que definam meu estado.
Abandonei-me perdida,
E de quebra,
Deixei que tu fosses embora.
junho 29, 2005
negativa
Sobre como dói amar
Como corta a cdarne,
Lâmina sanguinára,
A saudade e o amor.
É tão clichê!
Eu não quero mais escrever
Sobre a morte vindoura
Que me afronta,
E a depressão mensal
-Agora eu sei que é mensal-
E costumeira.
Não quero mais umedecer
A ponta da pena em lágrimas
Brilhantes e chuvosas,
Insistentes!
Como que oriundas
De um cancioneiro sertanejo brega.
Mas não posso regozijar
Pulinhos de alegria,
Muitos menos sorrisos fartos
E abundantes.
Não posso fazê-lo
Se pairo pelas ruas
Quase sem destino
Esperando que um ônibus
Me atropele
E termine com a agonia
Em que vivo agora.
junho 27, 2005
meu abandono
Eu sou a tua cintura,
morena e cheirosa
com dobrinhas
que só eu percebo
e pintinhas que até hoje
só eu tive coragem de contar.
Eu sou as linhas do teu rosto,
aquelas que em outra poesia eu já desenhei.
Naquelas noites em que eu pensei
Que você era tão inocente quanto eu
E que tinha a mesma índole que eu.
Essas linhas passadas dedo a dedo,
que tracei na tua pele oleosa
enquanto eu ria dos teus preconceitos,
das tuas infantilidades,
da maneira que você me recriminava
por ser eu mesma.
Agora, eu sento aqui e te julgo
quando não tenho o mínimo direito.
E isso não sou eu.Não mais.
Eu sou a dor pungente,cortante e lancinante.
A dor que uiva nas ruas
em que passeioe toma vida na minha voz.
Vou ter que me abandonar.
Deus,bom Deus,dai-me forças!
junho 19, 2005
Cotidiano
Todo dia ela sai vermelha de sangue.
Todo dia é um sol bom.
Toda noite é uma estrela vazia.
Toda noite escrevo garranchos.
Toda noite faço a tentativa infame
De fazer algo bonito.
Sempre lembro de algo bom entre nós dois.
Faço listas sem razão ou base de experiência.
Sempre encontro razões pra minha carência.
Falta vitamina C pra minha gengivite.
Falta um não sei o quê entre a gente.
Falta eu ser mais menina.
Falta eu ser mais feminina.
Falta você ser maior,Tão pequeno você é...
Falta eu entender você melhor.
Falta você se conhecer melhor.
Eu quero dizer.
Foda-se!Eu disse.
Foda-se a técnica,a poesia ,a rima.
Foda-se o vocabulário , o abecedário e a tabuada.
Eu queria ser amada,
E agora que consegui,
Falta o quê mesmo?
Toda noite eu penso que acabou.
Mas todo dia algo novo começou.
A vida insiste em ser fases
De um casamento sem fim.
Não que eu queira o fim,
Mas acho que ele chegou,
E eu não vi.
Eu estava cantando,
E não ouvi a campainha tocar.
"I wanted you to stay ."
junho 10, 2005
My hand
If you were here tonight
And I could see your eyes
And gaze.
And all these thoughts of punishment
Would go away
And I would say
"Hold my hand".
So, the world would turn
A longer round
And everyhing would be
Better than now
Only if you could hold my hand.
So I ask of you
Don't be shy.
Look me in the eyes,
Kiss me good night,
And hold my hand all night long.
To Fabiano.
maio 25, 2005
Hera
A poesia está presente em tudo.
O que era antes um chiste,
Uma brincadeira de menina
Hoje é cada fôlego meu .
Já nem sei mais do meu amor.
Não sei se amo mais
O meu amado
Ou se amo mais o momento
Quando meu coração,
Apaixonado
Pega a caneta
E então tece um novo amor.
os versos são emaranhados
De hera verde e viscosa,
Espaçosa,
Que cresce muro acima
E tampa a visão da minha janela.
Em cada galho da hera
Há uma palavra,
Um recado,
Um suspiro,
Um beijo,
Um grito.
Todos eles invadem meu quarto.
Lentamente vão crescendo
Encarpetando a escrivaninha
Descendo o chão
Tomando a cama
E se enlaçam no meu dedinho do pé
Enquanto leio no sofá.
E a hera me toma,
Me possui.
Tal qual meu amado.
E eu cedo a ti,
Poesia.
Vem,amiga,cada dia mais.
Faz meus dias mais coloridos.
Sou feliz!Feliz!
Porque você cresceu
Na minha janela
Ainda mais que meu jasmim.
E te quero sempre assim,
Flor sempre-viva
Em mim.
13/03/05. Em homenagem ao dia da Poesia,14/03.
maio 23, 2005
A Morte
Quando alguém morre,ela simplesmente sai de cena.Sai de c ena,e deixa um vazio sem fim e inquietante na vida da gente.
Claro que é estranho, como se aquela pessoa só tivesse viajado pra longe.,e esqueceu de telefonar,mandar postais ou cartas.A pessoa esqueceu que tinha família e amigos e foi fazer um retiro espiritual no Tibet.
Mas essa inquietude que fica-a lembrança- incomoda de um jeito doce,quase divertido.Quando a gente lembra da pessoa.Lembra dos sesu defeitos, da sua loucura,da sua risada,das coisas que fazia na cozinha,das suas manias,da doença,nós vemos o que ficou.Ela vai e mbora mas isso fica.
Eu não queria falar de coisas tristes nunca.Mas elas acontecem,e nós temos que discutir.
Mas não deveos ficar tristes porque o filme está sem um dos personagens.A inquietude faz o resto dos poersonagens continuarem.
A lembrança dia que o personagem que falta vive um novo amanhã.
maio 15, 2005
Hoje á noite
Essa tela clara e conhecida
Emitindo raios gama e luz fria
Que nojo de mim!
O quê,afinal,é que procuro aqui?
Pensa pensa pensa.
Achou?
Não...
Sem resposta.
Eu mesma é que não é.
Já me achei há muito tempo.
Estava na esquina
Semana passada
Tomando sorvete.
Sim,eu!Era eu.
E então,eu me disse:
"Toma comigo, é só R$3,90!"
E eu respondi: "Ah,não.Estou de dieta."
Soneto aos Deuses da Justiça
Inspira-me!
Que se não é tudo,
O Direito é quase tudo nessa vida!
Se até o maior objeto da poesia
Já não passa de um contrato antenupcial!
E a sede de conhecimento devora-me
De forma soturna e cabal.
E, de pacito, incute-me a necessidade
De ter e fazer justiça.
Intercedei por nós, brasileiros, ó Têmis!
Porque só se sabe sofrido um povo se com ele não se é justo.
E não há lugar em que haja tanto custo
Para se dar justiça a quem merece.
reminescências da infância
“Mãe,é isso mesmo,o moço morreu?”
“Pois é.”
Hummm.
Algum tempo depois,anos talvez,meses,quem sabe,eu mesma,não me lembro,saí pra fazer uma exploração no quintal.Estendendo-me aos quintais vizinhos,afinal,ser criança tem como prerrogativa invadir propriedade privada todo dia,e muitas delas,de preferência.
O quintal daquela velha senhora ficava bem atrás do meu,atrás de um velho galpão,caindo aos pedaços,que assombrava a minha casa.
Crescendo,provavelmente através de obra oriunda das mãos da vizinha idosa,embaixo,exatamente,da minha janela,um pé de copos-de leite.
Lembro-me de olhar pra eles,e pensar em como eram branquinhos e bonitos.E como aquele talo amarelinho era diferente,a tornava feia,mas nobre ao mesmo tempo,aquela flor.
E desviei minha atenção pra algum barulho,para os passarinhos cantando eufóricos na copa da árvore ao lado.
Até que me ocorreu que aquela flor era igualzinha a daquela novela. E me perguntei por que na minha casa,nascia de um arbusto,e na novela,de uma árvore.Logicamente que pensei que a consultoria da Globo devia ter errado em alguma coisa.
Cheguei pertinho do arbusto,furtivamente,como se a vizinha pudesse me pegar no flagra- e poderia-, e arranquei uma flor.
Fiquei uns longos minutos observando aquela flor,que,pra mim,era grande.
Passei meus dedinhos nela,procurando,invasiva,por pólen.E cheirei.
“Será que se eu morder,se eu comer,o Jorge Tadeu aparece na minha casa?”....”Mas que besteira!Aparece nada!”.E ri,sozinha.
E mordi.E mastiguei.
“Meu Deus,a que ponto cheguei!Eu como qualquer coisa que meu olho enxergar e achar bonito!”
E a flor ardeu na boca,eu a joguei fora,saí correndo,pra beber água.
E me julguei uma boba por um dia inteiro...
Infância....tão bom!
Ah,o Jorge Tadeu não apareceu não.Embora eu sempre diga que sim,quando me perguntam.Infelizmente,essa história se espalhou .
maio 08, 2005
Desvairada
Louca louca louca!
Para não me atrelar
Aos arrebaldes de tudo
Para não me responsabilizar
Pelo inevitável!
Por que tudo não pára
Só um segundo
E vira nada?
Nada tudo será!
Expressivo e branco
É possível,moço?
Clarice, vinde a mim!
Um branco sereno
E vadio de sol!
Na terra de ninguém
Brila azul o céu
E diz: acabou!
Por que?
Porque na noite
Tudo faz sentido.
Versos simples
Para transmutar a loucura
De cada mente sã!
Oh,não!
Mais exclamações,mulher?
Não te aguento mais!
Não aguento mais!
Não poder dar aos filhos
Presentes de aniversário!
Os roubarei!
Da loja, os roubarei!
Por um dia
Ou uma vida
Queria ser louca louca
Alguém entendeu?
abril 23, 2005
Inspiração
E eu que te julgava perdida.
te encon trei na madrugada chuvosa
Ternamente extasiada
Em me ver de novo.
E nos abraçamos,
E fizemos amor na noite molhada,
Ansiosas pra principiar novamente
O dueto harmônico de outrora,
Sem nos importarmos com a vinda da aurora.
E percebi, então
Que você sempre ali esteve.
Na noite pintalgada de estrelas,
No dia escaldante do Rio,
Nas escadarias da Lapa,
Enquanto me entorpecia das coisas mundanas.
E me agarrei nos teus cabelos,
Cheirosos de vogais.
Teu corpo exalando sonetos
Tua cor proclamando versos
Teus dedos imprimindo estrofes,
E eu, tonta, te sorvendo.
23/12/2004.
abril 11, 2005
Aluvião
E de nada mais ter certeza
Desconhecer a sólida razão
Pela qual, dos olhos
Brota uma aluvião.
Arrastando água e gemidos;
Carregando íntimos suspiros;
Espalhando a eterna dor
De não se saber por quê.
E ele derrama lembranças no seu caminho
Faz estrada íngreme de lágrimas
Corre, descorre, passa e machuca.
E eu ainda sem saber a causa.
E alguém me faz o favor
De me lembrar série de motivos
Que mostrem a razão
Da minha aluvião...
E tudo se mistura, paciente
Com o monte de terra que vem, crescente
E a Natureza toma mais força,
Enquanto aqui dentro,
E sai deslizando os montes
Do meu coração.
E assim, meu pranto vira avulsão.
E não há quem acalme, não
Essa força do chão
Que me avassalou
Sem motivo, nem razão.
30/01/05.
fevereiro 20, 2005
Endereço do flog
Por isso, eu vou ceder o endereço do meu flog, pra aqueles que ainda não o têm.RS...
http://www.slahirasonspot.flogbrasil.terra.com.br
É que, pra falar a verdade, eu me lembrei de um livro, o "Clarissa", se não me engano, do Érico Veríssimo (eu sou apaixonada pelos livros desse homem, e do filho dele tbm.Conterrâneos,tem que ter no mínimo, admiração, não é mesmo?!), em que ela lê um livro de poesias,e imagina o autor como um homem lindo e rico.Ela tinha muita vontade de conhecê-lo, e de, finalmente, se apixonar,coisa que nunca tinha contecido com ela.Quando ela conhece a figura, fica muito desapontada, porque apesar de ser um homem galante,que fala palavras bonitas e românticas, é um homem gordo e careca.E ela demora muito pra descobrir isso!!!
Como eu não quero que nenhum curioso passe por esse tipo de caso deflagrado, experiência horrível, aí está o endereço supra-citado, pra que vc possa matar a sua curiosidade,OK?!
E agora, com licença, porque eu preciso visitar meu namorado,a saudade aperta e dói.
P.S: Não sei o que faço. Estou absolutamente sem inspiração pra escrever contos.
Recadinho: Ricardo, tem razão,dane-se a métrica! Eu nunca gostei de Parnasianismo mesmo...
fevereiro 12, 2005
lendo
A última poesia da "antologia poética"...
Anos após esses
Vou revirar estas mesmas folhas
E a cada fantasma de palavra
E num suspiro abandonado
Vou dizer: - Como fui feliz!
"Fui.",sim. No passado será.
Porque toda coisa boa
Que a vida me traz,
Jogo fora,
Com medo de estragar.
O que fazer com a coisa mais perfeita da vida,
O amor?
Preservar ou estragar?
Que tal aprender a amar?
Obs: Depois posto outra que tem mais a ver com o meu momeno atual. Essas são bem antigas.
::: lamento ::: sem estilo.....meu estilo...hehehe
Sai de mim.
Ainda se o corpo transbordasse
Na lágrima querida.
Mas não, maldita!
Entranha n'alma,
E me faz esquecida.
Obs: Esse poema eu fiz depois de ler alguns de Florbela Espanca....Acho que esse é o nome...agora me deu branco.É uma poetisa dos anos 20, que morreu muito jovem.
O Modernismo quando trata doa questão da interiorização da literatura,Sertanismo,e literatura Regionalista
Falando nisso., a literatura brasileira é uma das mais ricas que eu já li,das poucas que eu li!
Enfim;...essa poesia é eternamente dedicada a minha prima Bianca.
::: sodade :::
A saudade é preta.
Verde-musgo.
É clarinho, no verão.
Minha saudade é Branca.
Modernismo e a desconstrução da palavra
Ai, cansaço.
Ai,cansaç.
Ai,cansa!
Ai,can ... (suspiro)
Ai,Ca.
Ai,C.
Ai...
Que nada significa o cansaço
E mesmo assim
Tantas coisas cansam.
Romantismo :: 1ª fase
Ai, que pior que um rio de pranto
É a única e derradeira lágrima!
É a última cena
Da dor em desespero contido.
Ai,angústia!
Eis que guardo-a comigo,
A lágrima triste e só
Para demarcar em nefasta hora
O clímax do torpor, medo e desespero.
Obs: Por favor, não liguem para a MINHA falta de estilo e métrica,porque eu nunca entendi métrica direito....rs.
Romantismo...talvez 2ª fase
Perdoa,
porque nunca serei do teu desejo.
Se quiseres o pôr-do-sol
Serei o nascente.
Serei o dia radiante
Quando desejares a noite escura.
Se sonhares com dia de chuva,
Serei calor fatigante na rua.
E ainda se eu o fizesse
Só pra te contrariar!
Mas não.
Tu és inverno
E eu sou verão.
E não sou assim por vontade própria.
Ah, quem me dera se fosse!
Perdoa,
Mas nunca serei
Do teu desejo.
Fui acusada
Ricardo disse que eu sou preguiçosa!!!Ahuahauuha!Me conhece há pouco tempo,mas sacou o espírito da situação aqui!
Eu sou preguiçosa,e posto meus trabalhos com "alguma" frequência no Toca da Serpente, do site Garganta da Serpente.
Ricardo, já que vc é o único vistante do meu humilde,modesto e conservador "broguete"..rs....atenderei seus pedidos,tá bom?!
Beijos no coração de outros que perambularem por aqui além do Ricardo!Ahuahauha!
janeiro 30, 2005
:::Sessão Poesia:: Fantasma :::
Faz tua aparição,
Cura a minha febre,
E depois me abandona
Em minha cama.
Solita eu fico
Nessa noite de chuva
Nessa noite de calor
E de ausência de palavras.
O silêncio da tua boca
Denuncia teu segredo.
Mas tu é maldito,
Trocou meu amor
E a minha bondade,
Que você tanto preza,
Pela noite solitária
Pela noite tagarela,
Cheia de pensamentos.
Justo agora!
Quando mais te preciso
Você escapa portão afora,
Olhar confuso
E língua amarga,
Soltando brumas pelo cigarro.
dezembro 04, 2004
:: A dama e a vagabunda ::
Flávio casou com Ana Maria aos 23 anos, pronto pra lhe tirar o cabaço.
Eram um casal muito bonito, os amigos sempre falavam que eles se completavam,bem feijão com arroz.
O casal mesmo acreditava que era muito feliz.
Ana Maria era certa disso.Era sócia do Clube das Esposas Perfeitas no Orkut.Prendada,cozinhava que era uma beleza, limpava com fervor religioso,e ás vezes, vestia só o seu avental cor-de-rosa,nada por baixo, a fim de servir a sobremesa para o maridinho.
Cássia era sua melhor amiga.E era o seu completo oposto.Solteiríssima,assumidíssima,indenpendente, bom emprego, bons ficantes (põe bom nisso, tinha um moreno que era....enfim.),bons restaurantes,bons cinemas,bons motéis,boas transas.Era tudo de bom e colorido na vida de Cássia.Assim como a vida de Ana Maria,cada u
ma vivia ao seu jeito.
As duas conversavam sempre.Enquanto Cássia preenchia a vida caseira e gostosa de casada de Ana com detalhes picantes sobre seus parceiros randômicos, Ana aguçava a imaginação de Cássia sobre a vida com aquele homem sensual de natureza,carinhoso,romântico,sonhador,inteligente e amante afogueado que era o personagem Flávio na vida dela.E segundo ela, absolutamente fiel.Trazia flores toda semana, fazia declarações de amor após o sexo,repudiava a idéia de ter outras mulheres,não gostava da ideía de menáges a trois,como a maioria dos homens,falava mal das amigas que engordavam ou emagreciam demais, venerava o corpo e mente da esposa.
Com o passar dos anos, e a profundidade da amizade delas se estendendo,concomitantemente ao amor de Flávio e Ana Maria,e aumentando a lista de homens d Cássia,as coisas tomavam rumo diferente.
Cássia pasosu a sonhar com aquele homem, um amigo que tornava-se um amante louco e pervertido nos seus devaneios noturnos.Passou a desejá-lo.Não seria só mais uma conquista.Ele era especial , acreditava ela.
Passou a enviar flores pra ele,imaginando que assim ganharia o amor e otesão deum homem romântico, passou a telefonar secretamente, sem identificações,restringindo as chamadas do celular.
O que todo mundo sabia e o que a dedicada esposa não, é que Flávio era um grande galinha.Já tinha traçado todas as secretárias e estagiárias ansiosas por promoções do escritório.Sem falar das mulheres " da pista".Flávio era da "night"!Veja só...
Ana Maria não desconfiava de nada.Mal desconfiava que o marido estava correspondendo ás solicitações de Cássia.Que ele atendia seus telefonemas ansioso,deixava as flores na mesa do escritório, recebia os presentinhos,como calcinhas,pelo correio,já com a verga entumescida.
Até que Cássia convidou-o a um motel. E foram.Ana Maria estava no mercado.Depois da tarde de sexo infiel entre marido e melhor amiga...Sim,sim,que enfastiosa traição...resolveram ir até o apartamento de Flávio e Ana Maria,pra encontrá-la normalmente,como por acaso.
Porém não agüentaram o tesão,como meu irmão diria, digno de cem mendigos juntos,e se entregaram ao sexo encima do sofá.
Eis que a cena tão previsível ocorre.Ana Maria adentrou a sala,derrubou as compras,e soltou um grito agudo ao ver o marido arrancar a calcinha comestível da amiga com os dentes.Safadinha,tinha reposto a anterior.
Muitas e muitas brigas depois,lágrimas,maldizeres,xingamentos...
_Traidora!Calhorda!Canalha!Filho da sua mãe!
O casal se separou.
Hoje,Cássia é esposa dedicada,tem o Kama Sutra como livro de cabeceira,mas não sabe fritar um ovo.Flávio não se importa nem um pouco de comer fora.Literalmente.A diferença é que Cássia sabe com quem está lidando,e tem o "maridinho" nos arreios.
Ana Maria tem parceiros randômicos.Sai, encontra-se com Cássia num café,e depois vai pra uma boate.Diz ela que tem aprendido muita coisa.
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