agosto 07, 2005

Avô

Semeia, semeia, avô
A terra dos antecedentes
E garante-nos a ceia.
Deu estudo e rigidez,
Mas conduziu tudo pelo amor.

Dez noites de amor
Garantiram dez crias em vosso lar.
Com braço forte na lavoura e na cinta
Palavras duras mas bem certas,
Contou-me histórias sem fim.

Contou dos tropeiros de Passo Fundo
E eu lavando louça
Tentando ouvir o bramir sereno
Que escapava da tua boca.

O apelido que tu me deste
Jamais esquecerei.
E juro,ainda muitas palavras
Pra ti escreverei.

Porque homem bravo tu foi e és,
E tua coragem há de infectar meus filhos.
Que Deus te acompanhe nos últimos trilhos.

Refletidos

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Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.