agosto 25, 2007

É incrível,mas exatamente um ano depois estou postando.
Nunca deixei de escrever porque nunca deixei de sentir nada, embora existam correntes contrárias de pensamento.
Mas é que tudo virou uma repetição da rotina, uma repetição da repetição, do mesmo desespero, da mesma frustração, do mesmo grito que não sabia sair da garganta!
Hoje eu grito todo o meu desespero,minhas canções não são cantadas, são gritadas enquanto pulo sozinha!
Mas isso não quer dizer que me sinto mais viva agora...
Não.Poesia é vida e embora a produção não tenha parado a eficiência diminuiu.
Está cada dia mais difícil me extrair de mim mesma.
Juro que vou tentar com mais afinco daqui pra diante.

Teu olhar

Uma estrela que ilumina a rotina
E põe um holofote sobre mim,
Teu olhar põe aos pulos
Meu coração triste e temeroso.

Me segue nos lugares que vou
E me encharca de fome
A fome que eu amo
A fome de letras e livros.

Porque teu conhecimento
Me deixa assoberbada!
Me encanta a tua voz
Quando pronuncia tantas coisas.

Tua ironia e teu sorriso,
Tão sarcástico e esperançoso
Me fazem pensar
E isso me ilumina.

Eu sou uma mulher melhor
E esqueço dos meus desejos
E lembro dos meus ideais
Quando estou na tua presença.

Me imaginar com alguém como você
Me faz sonhar,
Me faz ser romântica de novo.
Que pena que não sei dividir você.

Coração de pedra

Vê a onda que quebra lá?
Ouve a música que toca?
Está amainada na onda
Que quebrou tão longe.

E lá naquela pedra distante
Jaz meu coração,
Sofrido e mal-tratado,
Arrependido de amar.

Não precisa de refúgio.
Não quer ser resgatado.
É só um coração ao longe
Que pela decepção teve o amor mitigado.

_______Dos puntos__________

E quando teu rosto se entristecia
Um desejo eu setnia
De pegar você
Frágil e diminuto
E colocar dentro do meu coração.

Durante teus devaneios
De noite mal-dormida
Eu buscava a tua calmaria.
Teu olhar de maresia
Que nada me dizia
Muito me assustava
E eu tinha medo do teu eu.
Eu tinha medo dele por você.

Eu ansiava teu silêncio
Porque isso eu sabia entender.
Já estava tão acostumada
Que era fácil de lidar
Mas na tua alegria excessiva
Eu me perdia
E não sabia te encontrar.

Querendo ou não
Eu te amava
E não queria te deixar.
Confiava em mim mesma
Pra te buscar,
Fosse do céu,
Fosse do inferno.
E falhei.

Disso não sinto falta:
Da jornada que cruzei
Procurando por meu anjo.
Sinto falta do meu anjo
Que me amava e precisava
E o amo até este dia
Como eu sempre amarei
Sabendo que um dia
Eu o reencontrarei
Quando corpo não for mais corpo
E matéria for luz.

Arpoador

Você seguiu adiante
E isso me conforta.
Nos teus olhos
Talvez haja agora
Uma esperança a mais
E isso me alimenta.


Te vejo caminhando
À beira-mar com ela
Como você fez comigo
E me vejo onde comecei
Espectro sentado numa pedra
Observando a vida alheia
E isso me satisfaz.

Aqui está o meu destino
Como sempre foi e será:
Solidão e desatino
E grãos de areia em tempestade.
A dos salgada me completa,
E eu sorrio de porta aberta.

renascer

Pega a minha mão
Ele diz
E eu hesito
Ansiosa
pelo amanhecer
De mim mesma
Outra vez

Alguém me ache
Alguém me socorra
"People are plastic".

A noite faz
Com suas nuvens
Uma aurora boreal
Avermelhada de tungstênio.

Refletidos

A imagem refletida

Minha foto

Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.