agosto 25, 2007

É incrível,mas exatamente um ano depois estou postando.
Nunca deixei de escrever porque nunca deixei de sentir nada, embora existam correntes contrárias de pensamento.
Mas é que tudo virou uma repetição da rotina, uma repetição da repetição, do mesmo desespero, da mesma frustração, do mesmo grito que não sabia sair da garganta!
Hoje eu grito todo o meu desespero,minhas canções não são cantadas, são gritadas enquanto pulo sozinha!
Mas isso não quer dizer que me sinto mais viva agora...
Não.Poesia é vida e embora a produção não tenha parado a eficiência diminuiu.
Está cada dia mais difícil me extrair de mim mesma.
Juro que vou tentar com mais afinco daqui pra diante.

2 comentários:

Ricardo Almeida disse...

Poesia nem sempre é pra ser cantada. A maior parte das vezes é pra ser gritada mesmo. Como dizia Torquato, "um poeta não se faz com versos, é o risco e estar sempre a perigo..."
Muito bom poder te ler de novo! Obrigado pelo carinho com o Poesia Residual.
Bjs

Lu Morena disse...

Eu li tudo e, ao invés de comentar uma por uma (embora eu tenha comentado duas separadamente), achei mais fácil fazer um comentário válido para todas aqui:
Se vc acha mais difícil extrair-se de si mesma, talvez sirva de algum consolo saber que vc conseguiu extrair outras pessoas. Faz sentido? (Eu não sou tão boa com as palavras e muito ruim com explicações!) Eu me identifiquei muito com muitas coisas, e acho que é bom quando a pessoa escreve coisas que despertam a alma das outras. Sei lá, estou me enrolando.
Você é boa nisso, continue!
Bjs

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Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.