abril 14, 2008

Lições

Se há pequenas coisas
Que eu vim a compreender
De algumas eu posso dispor
Nesse momento.

Nem todas são palavras de nobreza
e a maioria formam um compêndio
que obtive em momentos de vergonha
e total humilhação.

Mas a primeira e mais sábia
é que só o modesto e humilde
que se rebaixar mais
é capaz de aprender algo.

A segunda lição é o respeito.
Respeito ao tempo,
pois quem o desvaloriza
perde um grande aliado
para todas as batalhas
e é incapaz de verificar
o momento certo dos acontecimentos.

Há horas para a ira,
para a fúria,
o desprezo,
o carinho,
o desespero,
o perdão.

A terceira, mas não menos importante
é que a vida não se guia pelo amor
e nunca se guiou.
A força motriz dos humanos
é o poder e sempre foi.

E ainda o será
enquanto eu, você e todos nós
existirmos na face deste planeta...

10 comentários:

Fernanda disse...

muito tentada a colocar isso no perfil do orkut, de tão clichê...kkkk

Anônimo disse...

Clichê é algo comum em histórias de amor, certo de que o amor não move o mundo, mas move algumas pessoas, pessoas essas capazes de mover o mundo por amor. Lição pequena mas com grande significado.

Adrielly Soares disse...

Meu Deus, esse comentário acima do meu. oO ³³³
Eu senti alguma coisa ou experiencia pessoal.
Mas tudo bem, quem quer que tenha comentado isso tem razão.
E eu lembro de você ter me dito algo sobre clichê.
Algo que eu não saberia dizer melhor do que você, mas cliche é o que se precisa ser dito por isso se torna clichê, algo assim.

Mas sobre o texto me lembra uma música do engenheiros.
" Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada."
Então, vamos preferir o amor.

Ricardo Almeida disse...

You live, you learn... Clichê ou não, seu poema ensina e encanta. Se pudermos aprender com ele, poderemos contribuir para a tessitura de futuros melhores.
bjs

O Profeta disse...

Sábias e profundas palavras...


Doce beijo

Aline Chaves disse...

eu ainda voto no amor... ^^

posso te linkar no meu outro blog?

beijo!

Luis F disse...

O Mar de Sonhos faz um ano de existência. Venho assim agradecer toda a amizade e carinho ao longo deste tempo.

O meu muito obrigado.

Com amizade

Luis F.

Lu Morena disse...

Clichês só são pejorativos quando mal empregados ou banalizados. Meu professor de oficina literária (foi uma matéria que fiz na produção cultural), pra ensinar clichês, disse que o primeiro homem que comparou uma mulher a uma rosa foi um gênio... o problema foram os que ficaram repetindo e tornaram a comparação um clichê. Acho que os problemas dos clichês é serem bregas e, o maior de todos, serem palavras vazias, repetidas por puro costume, sem serem significadas (isso funcionaria melhor em inglês: you must really mean what you say). Ainda, como há inúmeras formas de se dizer alguma coisa (tanto pelas palavras quanto pela forma), os clichês podem se renovar, voltando a ser originais.
Escrevi isso tudo só pra dizer que seus clichês não são pejorativos. São verdades universais escritas de maneira original e sábia, como você sabe fazer muito bem. Seu poema merece mais que o perfil do orkut, devia ser apreciado nas escolas como ótima lição de formação de caráter baseada na realidade e não no romatismo - Afinal, é verdade que o poder que o move o mundo, não o amor, embora a visão romântica preconize o contrário. O mais bonito e realista é que as duas primeiras lições já demonstram que o poder deve ser empregado sabiamente, com modéstia, humildade, respeito (não só ao tempo, né, mas inclusive!) e paciência. Suas lições são condições, elementos básicos de um bom caráter... e isso tudo escrito com beleza! Desnecessário dizer que adorei, né??!
(Mas digo mesmo assim: ADOREI!)
Beijinhos!

Luiz disse...

Oi Fernanda. Andei dando umas passas por aqui, mas só agora resolvi deixar um recado. Adorei seu blog.
Anda chateada com a nossa humanidade?
saudações,
Luiz

e-gor disse...

"A força motriz dos humanos
é o poder e sempre foi."

E eu não tive como não lembrar do Coringa...

N.

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Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.