novembro 22, 2008

Coisa de botequim

Acho que ando muito confusa
Eu só faço o que não quero
E o que eu desejo
Me falta coragem de buscar.

É como se soubesse o que fazer
mas algo me impedisse de andar.

Ontem à noite
Eu não reconheci as esmeraldas saltitantes
Que encontrei do outro lado do bar
Foi como sonho em pesadelo
E o pior foi reconhecer ainda a carícia do teu olhar

Comprovei o incomprovável
E quis muito apresentar mais resultados
Mas uma falsa moral mista com timidez
me impediu
O que era meu deixou de ser
Depois que pelo ócio eu abri mão.

E agora como clamar por um direito
Do qual eu mesma renunciei?

Se algum dia houver ocasião
Peço ao meu pobre coração
Chance de me redimir
Pra que possa haver perdão.

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Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.