setembro 01, 2007

Para os que voam

Quando fizeram um anjinho gauche
Tão gauche quanto Drummond,
na minha opinião,
tentaram jogar a fôrma fora,
assim como se faz até hoje
com todos que nascem.

Acontece que não sei qual ser lá
decidiu reaproveitar a fôrminha
- aparentemente há uma política de reciclagem quanto às fôrmas hoje em dia -
E daí nasceu uma pessoa assim
Como posso dizer...?
Meio gauche, meio sã?

E jogaram as tais pessoas
no mesmo Planeta
ao mesmo Tempo.
E se encontraram.
E como golpe de sorte
o mundo não se implodiu.

Eis que, devido a esta razão
existe no mundo uma critaura,
um ser inacreditável e louco.
E tão louco que ele é
que consegue me compreender.

Que consegue absorver
todas as minhas nuanças
e sane de todos os relances
da minha entediante normalidade
e da minha desesperada insanidade.

E com amor e dedicação
que só a amizade dispõe,
que digo que nunca o perdoarei por isso.

2 comentários:

Lu Morena disse...

Que coisa, vc realmente consegue me extrair (embora isso me faça parecer um suco de laranja, estou com sono e não consegui pensar em palavra melhor). Esse texto se encaixa perfeitamente entre mim e meu melhor amigo. Vou mandá-lo ler, aliás.
Desconfio que vc seja uma amiga imaginária...

Adrielly disse...

Amei.
Tá que criatividade
me falta pra comentar alguma
coisa no mínimo decente.
=~~

Mas adorei.

=*

Refletidos

A imagem refletida

Minha foto

Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.