setembro 23, 2007

Adormecida

E inegável a minha alegria
enquanto seguro a tua mão,
tão diminuta e minha
nesse momento em que sinto
o sangue correndo
por dentros dos teus dedos
alvos e pequenos.

Esqueço qualquer tormento
e desejo o desvanecimento
de qualquer preocupação tua,
enquanto pulsa,
na tua carne,
a dor do amor renegado
que vem do teu velho nobre coração.

6 comentários:

Adrielly disse...

Me faz falta o toke,
sinto tanta falta de toke,
carinho, de tudo,
descobrir o toke novamente.
>/

Falta.
Palavra mais presente,
talvez porque eu nunca me contente com nada.
>/

De disse...

Olá Fernanda!

Que delíclia este teu cantinho. Obrigada pelas visitas e por ter aberto a porta de um lugar tão teu.
E blog é exatamente isso, sempre tornamos público uma parte de nós :o)
Seja sempre bem-vinda!

Abraços e uma ótima semana!

De

Ricardo Almeida disse...

Adormecer tantos pulsos e dores, sentir-se pequeno e protegido, bons sonhos de aconchego. Lindo poema!
bj

Lu Morena disse...

O tato é um sentido capaz de despertar tantas coisas...

Bjs!!

Maria Borges disse...

Depois de quase um mês, por causa de intrigas com meu computador, venho agradecer a visita generosa que você fez ao meu blog. E me surpreendo com sua poesia e com a presença de pessoas queridas na sua caixa de comentários... Realmente um presente duplo! Beijos!

Anônimo disse...

"enquanto pulsa, na tua carne,
a dor do amor renegado que vem do teu velho nobre coração". - Perfeita descrição de um amor interropido.

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Gaúcha de nascimento, carioca de coração. Advogada, escritora incubada e apaixonada por cultura.